O assessor de Relações Institucionais da AMIES, professor Gilberto Garcia, participou do seminário “Da retomada à reinvenção: os novos contornos dos cursos presenciais, semipresenciais e EAD”, promovido pelo Observatório SEMESP, em Brasília. O evento reuniu especialistas e representantes de instituições de ensino superior para discutir os desafios e as perspectivas da implementação do Decreto 12.456/2025 do Ministério da Educação (MEC).
O primeiro painel do seminário apresentou experiências institucionais relacionadas à implantação dos novos formatos de graduação semipresencial previstos na regulamentação. Ao lado do professor Gilberto Garcia, participaram do debate a professora Manuela Tagliaferro, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, e a professora Paula Campagnolo, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).
Durante sua exposição, a professora Manuela Tagliaferro abordou os desafios contemporâneos da graduação a distância, ressaltando que a principal questão já não é apenas ofertar cursos EAD, mas construir experiências universitárias que façam sentido para os estudantes no novo contexto educacional. A docente apresentou os quatro pilares adotados pela PUC-PR para a consolidação de uma experiência universitária bem-sucedida: flexibilidade curricular, metodologia para a construção de percursos formativos, constituição de comunidades de pertencimento nos polos EAD e avaliação contínua da experiência estudantil.
Na sequência, a professora Paula Campagnolo apresentou a modelagem dos cursos semipresenciais da Unisinos, destacando a centralidade do estudante na composição de percursos formativos mais flexíveis. A docente enfatizou a integração entre professores, mediadores pedagógicos e tutores na produção de conteúdos e nas mediações pedagógicas, além da criação de uma Gerência de Desenvolvimento de Ensino voltada à organização institucional das diferentes modalidades de oferta.
O professor Gilberto Garcia trouxe uma análise crítica sobre o processo histórico de regulamentação da educação a distância no Brasil. Em sua fala, destacou que a expansão do EAD ocorreu, inicialmente, sem uma base regulatória suficientemente ampla e estruturada, o que contribuiu para a adoção posterior de políticas corretivas e fortemente voltadas principalmente ao controle da expansão da modalidade.
O seminário organizado pelo SEMESP destacou o compromisso das instituições de ensino com a construção de uma educação superior mais inovadora, inclusiva e conectada às transformações sociais e tecnológicas contemporâneas. A AMIES entende que o diálogo entre instituições, especialistas e órgãos reguladores é fundamental para o fortalecimento das políticas educacionais e para a consolidação de modelos acadêmicos comprometidos com a qualidade da formação oferecida aos estudantes brasileiros.
